Viagens

Serra da Estrela (Verão): Panda em viagem

Alô, malta! O blog tem andado mais parado do que devia. Tenho dado umas voltas boas de van e dedicado a outro projeto, então a (falta de) organização não me tem permitido escrever mais aqui. Mas para compensar ahah hoje volto com estes sítios lindões, na Serra da Estrela, que visitámos, no fim-de-semana passado.

Poças na Serra da Estrela

Como estou perto de perder o estatuto de jovem (e a comemoração reflecte esse envelhecimento ahah), aproveitámos a desculpa dos meus anos, para passar uns dias de autocaravana, na Serra da Estrela.

O roteiro inicial só tinha Loriga. Há muito tempo que queria visitar, mas ainda não tinha calhado. Mal eu sabia que Loriga, ainda que brutal, ia a ser o que menos amei. Mas, atenção, amei na mesma. lol. As expectativas eram altas, pois a internet presenteia-nos com belas fotos do local, não há como não ficar, virtualmente, apaixonado. E, mesmo assim, o sítio não desilude. Só foi uma paixão mais pequena, porque os outros locais foram uma paixão enorme eheh.

Continuando, como disse, o único sitio pensado e obrigatório era Loriga, os restantes estavam assim em modo “logo se vê”.

Acabamos por visitar a Praia Fluvial de Lapa dos Dinheiros, Loriga, Paul e Cortes do meio.

Saímos na Quinta-feira e acordamos dormir pelo caminho, porque a nossa máquina infernal, como já sabes, atinge aquela bisga máxima de 80/90 Km, andar a 100 km já é abusar da bicha. Por isso, demoramos mais tempo que uma autocaravana recente, já para não comparar com um carro normal lol.

Como ficava de caminho, dormimos na ASA do Pombal. Fica, praticamente, na saída do IC2. Pesquisamos a área na app Park4night (podes ver aqui para android, aqui para apple) . Às vezes, também usamos o site do CAS, que tem uma lista com todas as áreas de serviço em Portugal (penso que também tem algumas em Espanha) e outras informações sobre autocaravanismo em Portugal, mas a navegação no telemóvel não é muito fixe, então acabamos por pesquisar primeiro no Park4night.

A Área de serviço do pombal é porreira. Está situada perto de um jardim com zona de halfpipe. Apenas usamos para dormir, mas vi que tinha zona para despejos (água suja e sanita), água e contentores do lixo/reciclagem. Fica ao pé da estação de comboio, pode ser incómodo para quem é mais sensível ao barulho (não é, de todo, o meu caso lol). Acho que não passaram comboios durante a noite, mas para ser mesmo honesta, mesmo que tenham passado eu não acordo, por isso, não sou de fiar.lol. O panda diz que passaram até às 22h e, de manha, começaram às 6h/7h (não ouvi nada lol).

De manhã, seguimos caminho em direcção a Loriga.

Serra da estrela – Primeira paragem para banhos: LAPA DOS DINHEIROS

Já na Serra da Estrela, passamos pela tabuleta em direcção à Praia Fluvial da Lapa dos Dinheiros. Uns amigos já me tinham dito para ir lá, mas não sabia bem se ficava a caminho ou não, então estava em stand-by. Vimos a placa com indicações e um outdoor irresistível com a praia fluvial (lol, eu não posso ver um foto de uma águinha transparente para banhocas que fico louca) e decidimos virar!

Praia fluvial da Lapa dos Dinheiros

A estrada é tranquila, mas não é super larga, em algumas zonas (não passamos nós + 1 carro “normal”). O caminho é sempre a subir (até descer para a praia). Chegando perto da praia fluvial, é em terra batida “arranjadinha” (lol), dá para passar bem de autocaravana (eventualmente, será mais chato se aparecer alguém de frente, mas não apanhámos ninguém). Os lugares para estacionamento não são muitos. Se tiver pouca gente, como quando fomos, é tranquilo para autocaravanas (estacionar e dar a volta), se estiver mais gente, acho que não é assim tão na boa lol. A melhor dica é ir cedo e/ou fora das altura de mais gente (tipo primeira quinzena de Agosto).

A praia é muito boa. Num sítio muito agradável, no meio da natureza. A zona de banhos é feita com uma pequena barragem (só deve estar fechada na época balnear). Tem mesas para piquenique e um bar de apoio. Não fomos para a zona do bar, por isso não sei o que há lá, mas parecia ter uma estrutura fixe! Não vi se a comida/bebida era servida em descartáveis, pelo sim, pelo não, aconselho a que leves um mini kit com utensílios (copo, talheres, caixa que sirva de prato ou taça).

A água é gelada, o que não me assusta muito, pois cresci numa praia de Sintra, mas para a malta que está habituado a águas “normais”, é muitoo fria lol.

Seguimos viagem, com pena de não ter tempo para explorar os trilhos que passam na praia, voltaremos para os fazer, noutra altura.

Serra da estrela – Segunda paragem para banhos: Loriga

Chegámos a Loriga, parámos na povoação para comprar uns produtos locais (daqueles muito bons da Serra da Estrela, que como raramente lol) e almoçar. Seguimos para a Praia Fluvial que fica depois da povoação (dá para ir a pé, mas com o calor que estava não era propriamente agradável).

Na praia fluvial não há muito estacionamento, a nossa van é pequena, então dá para estacionar num lugar de carro normal, com autocaravanas maiores, é melhor chegar cedo ou ir a pé. Pareceu-me haver um estacionamento alternativo mais à frente, mas estava com um ar abandonado, talvez abra em Agosto.

A praia é muito lindona, mas com muito mais gente do que a anterior. Deve ser dos sítios mais visitados da Serra da Estrela, nesta altura. Tem várias poças, com diferentes profundidades, muito fixe para quem vai com crianças. Um bar de apoio também porreiro (acho que usavam loiça ” a serio”, mas não tenho a certeza).

Depois da poça grande, existe um trilho para uma zona mais a cima, com menos profundidade, mas quase sem gente (nesse dia). Demos uns mergulhos na poça grande (com barragem) e subimos para lá. Aparentemente, há um trilho para subir aquele vale, que me pareceu muitooo interessante.

Piscina natural em Loriga (mais escondida)

Serra da Estrela- Terceira paragem para banhos: Paul e Cortes do meio

Paul

Ao sair de Loriga, estávamos em dúvida se íamos para Foz D’Égua (para um lado) ou Paul (para outro).

Já conhecemos Fóz D’Égua, mas não fomos lá de verão, então ficámos com muita vontade de voltar, para dar um mergulho, naquela praia fluvial lindona. Não conhecíamos o Paul, apenas tinha lido umas informações na internet, mas fiquei com muita vontade de ir à piscina natural que aparecia no google.

Como achámos que Foz D’Égua teria mais gente e ia ser chato estacionar a van, optamos pelo Paul. Que boa decisão!

Fomos em frente, por aquelas curvas e contracurvas da estrada que percorre a Serra da Estrela, guiados pela GPS que nesse trajeto não nos enganou lol.

Quando chegamos, parámos num café à beira rio (depois da tabuleta em madeira com indicação da piscina natural), para beber qualquer coisa e decidir para onde ir. Pensámos em ficar mesmo nesse estacionamento a dormir, mas a malta que estava no café, disse-nos para dormir um pouco mais à frente, perto do rio e foi o que fizemos. Nesse estacionamento ao pé do rio, há um ponto de água (onde reabastecemos garrafas para beber e para cozinhar).

No dia a seguir, fomos para as piscinas naturais. Que maravilha! Ficam mesmo à beira da estrada principal (a indicação está numa tabuleta de madeira) e o estacionamento é em terra batida (há dois, mas aconselho a ficar logo no primeiro). A entrada não é muito larga, mas passa bem qualquer carro/carrinha/autocaravana. Dá para pernoitar nesse estacionamento.

A piscina natural tem um pequeno (mas farto) bar de apoio (usa copos a sério, pratos acho que são descartáveis, pede sem prato ou leva o teu).

Piscina natural do Paul

A poça em si, é altamente, tem zona com mais profundidade, outras com menos, o acesso é tranquilo para adultos, para crianças é preciso ter atenção, mas dá, perfeitamente, para irem (aliás, estavam lá várias).

Pelo que me disseram, há mais poças naquela zona, mais selvagens, mas não deu para explorarmos, iremos voltar para fazê-lo, noutra altura.

Para quem, como eu, gosta de ir fazer compras a mercearias/bancas locais, aconselho que o façam antes, pois nesta zona não encontrei nada local (com muita pena minha e, certamente, dos locais).

Também dá para dormir no largo, junto aos bombeiros e GNR, mesmo na povoação, onde há uma zona de despejo de águas sujas.

Cortes do meio

Perto do Paul, há uma zona também muito interessante, com várias piscinas naturais (algumas com infraestrutura, outras mais selvagens), que começam na aldeia de Cortes do Meio.

Assim que chegamos a Cortes do Meio, temos uma pequena ponte, onde aconselho a que deixes logo o veículo (mais para a frente, o estacionamento ainda é mais escasso). Aí, há logo 3 (Poço da Monteira, Poço da Fonte Velha e Poço da Fatela).

O que gostámos mais foi o Poça da Fatela, os outros dois também são muito agradáveis, mas o primeiro é mais selvagem.

Depois de visitar essa zona, continuámos de van para visitar as outras, mas claro que o nosso amigo GPS (Google maps), que andava muito calminho, decidiu enfiar-nos em ruas nas quais mal cabe um smart, quando mais uma carrinha/autocaravana/qualquer coisa maior que uma mota lol. Foi uma aventura gira de manobras, feitas pelo Panda obviamente, pois a minha perícia a conduzir só serviu para estar em stress, mesmo sem estar ao volante. Por isso, se estiveres de autocaravana, não sigas em frente, depois da ponte, virem à direita numa rua larga (que passam 2 carros lol), sobe e, no final, vira à esquerda para a povoação.

Apesar da peripécia, decidimos continuar na busca, perguntamos à menina que nos ajudou a sair da zona que “devia ter tabuleta de proibido pesados, mas não tem” lol e à senhora do café e lá fomos, em direcção às próximas poças (na Bouça).

Mais um fail, quando lá chegamos (largo com um café) perguntámos se dava para descer mais e a senhora disse-nos que com a Autocaravana já não passamos mais (não sei se com carro daria), tínhamos de ir a pé, até aí tudo bem, mas não havia lugares vagos!!!! Como vês, essa parte do nosso dia foi um enguiço lol . Moral: da próximas vamos cedo, para conseguirmos explorar mais poços ;).

Espero que tenhas gostado deste relato das nossas aventuras pela Serra da Estrela e que tenhas ficado de visitar aquela zona incrível! Recomendo, em especial, a zona do Paul e Cortes do Meio, pouco conhecida, que tem tanto para oferecer! Mas, atenção, se não tiveres arcaboiço não bebas copos com a malta do Paul ahahahah.

Se quiseres ver mais fotos e outras curiosidades, passa pelo instagram @hippiepanda_ .

Outros artigos da “crónica” Panda em viagem: Fragas de São Simão, Sesimbra e Arrábida, Suiça.

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